Aulo Cornélio Cosso (cônsul em 343 a.C.)





Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Aulo Cornélio Cosso (desambiguação).
















































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































Aulo Cornélio Cosso Arvina

Cônsul da República Romana
Consulado
343 a.C.
332 a.C.


Aulo Cornélio Cosso Arvina (em latim: Aulus Cornelius Cossus Arvina[1]) foi um político da gente Cornélia da República Romana, eleito cônsul por duas vezes, em 343 e 332 a.C., com Marco Valério Corvo e Cneu Domício Calvino respectivamente. Foi também nomeado ditador em 322 a.C.. Em 353 e 349 a.C. foi escolhido pelo ditador Tito Mânlio Torquato como seu mestre da cavalaria (magister equitum)[2].


Possivelmente era neto de Aulo Cornélio Cosso, ditador em 385 a.C.[3], e pai de Públio Cornélio Arvina, cônsul em 306 a.C.[1][3].




Índice






  • 1 Primeiro consulado (343 a.C.)


  • 2 Segundo consulado (332 a.C.)


  • 3 Ditador (322 a.C.)


    • 3.1 Crítica histórica




  • 4 Ver também


  • 5 Referências


  • 6 Bibliografia





Primeiro consulado (343 a.C.) |



Ver artigo principal: Batalha de Satícula

Foi eleito cônsul pela primeira vez com Marco Valério Corvo em 343 a.C., primeiro ano da Primeira Guerra Samnita, e foi o primeiro general romano a invadir Sâmnio. Durante a marcha através dos passos de montanha do território inimigo, o seu exército foi surpreendido num vale e foi salvo pelo heroísmo de Públio Décio, que conquistou, com um corpo de tropas, uma elevação que dominava o caminho. O cônsul derrotou depois os samnitas na Batalha de Satícula e celebrou um triunfo ao seu regresso a Roma[4][5] em 22 de setembro de 343 ou 342 a.C.[6].



Segundo consulado (332 a.C.) |


Aulo Cornélio Arvina foi cônsul novamente em 332 a.C.[7][1], com Cneu Domício Calvino[1]. Num período de paz por toda parte, notícias de uma guerra travada pelos gauleses provocou pânico e induziu a eleição de um ditador, Marco Papírio Crasso.



Ditador (322 a.C.) |


Em 322 a.C., foi nomeado ditador para lutar novamente contra os samnitas e escolhe Marco Fábio Ambusto como seu mestre da cavalaria[8]. Enquanto liderava o exército romano em território samnita, foi forçado a travar uma batalha em uma posição desfavorável. Além disso, a bravura do inimigo fez com que o combate fosse violento e de resultado incerto. A situação melhorou para os romanos quando a cavalaria samnita, que estava atacando a caravana de bagagem romana, foi surpreendida pela cavalaria romana de Marco Fábio. Derrotados os cavaleiros samnitas, a cavalaria romana, num movimento de pinça, atacou a retaguarda samnita, cujo exército agora estava preso entre duas forças romanas e acabou derrotado. Por esta vitória, Aulo Cornélio celebrou um triunfo ao voltar para Roma[9][10].



Crítica histórica |


Lívio relata que a vitória de 322 a.C. contra os samnitas teria sido, segundo alguns autores, conduzida pelo cônsul Fábio Máximo e não por Aulo Cornélio, que teria sido eleito ditador feriarum constituendarum causa (com poderes reduzidos) apenas para oficiar os Jogos Romanos, uma conclusão que ele discorda[11].



Ver também |










Cônsul da República Romana
SPQR.svg
Precedido por:
'Caio Márcio Rutilo III

com Tito Mânlio Imperioso Torquato II



Marco Valério Corvo III
343 a.C.

com Aulo Cornélio Cosso Arvina


Sucedido por:
'Caio Márcio Rutilo IV

com Quinto Servílio Aala III











Precedido por:
'Publio Cornelio Rufino
(Primeiro ano ditatorial)

'


Cneu Domício Calvino
332 a.C.

com Aulo Cornélio Cosso Arvina II


Sucedido por:
'Caio Valério Potito Flaco

com Marco Cláudio Marcelo






Referências




  1. abcd Fasti Capitolini [em linha]


  2. Lívio, Ab Urbe Condita VII. 19, 26.


  3. ab Louis Moréri e M. l'abée Goujet, Grand Dictionnaire historique, ou mélange curieux de l'histoire sacrée et profane (1674)


  4. Lívio, Ab Urbe Condita VII, 34-38.


  5. Niebuhr, Rom. Hist. iii. p. 120, & c.


  6. Fasti Triumphales [em linha]


  7. Lívio, Ab Urbe Condita VIII,17.


  8. Lívio, Ab Urbe Condita VIII, 38.


  9. Lívio, Ab Urbe Condita VIII, 38-39.


  10. Niebuhr, Rom. Hist. III. P. 200, & c.


  11. Lívio, Ab Urbe Condita VIII, 40.



Bibliografia |




  • T. Robert S., Broughton (1951). The Magistrates of the Roman Republic. Volume I, 509 B.C. - 100 B.C. (em inglês). I, número XV. Nova Iorque: The American Philological Association. 578 páginas 









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