Língua italiana























































Italiano (Italiano)
Falado em:

Itália, Suíça, San Marino, Vaticano, Malta, Mônaco, Eritreia, Albânia, Etiópia, Líbia, Tunísia, etc.
Região:

Europa ocidental
Total de falantes:
69 milhões na União Européia (c. 2012)
90 milhões de falantes totais (24 milhões como segunda língua)
Posição:
21

Família:

Indo-europea
 Itálica
  Românica
   Ítalo-ocidental
    Ítalo-dálmata
     Ítalo-românica
      Italiano (Italiano)

Escrita:
Alfabeto latino
Estatuto oficial
Língua oficial de:
 Itália
 Malta
 San Marino
 Suíça
 Vaticano
Regulado por:
Accademia della Crusca
Códigos de língua

ISO 639-1:

it
ISO 639-2:
ita
ISO 639-3:
ita

Map Italophone World.png


Mapa do mundo Italófono.

Italiano ou língua italiana é uma língua românica, a segunda mais próxima do latim em termos de vocabulário, depois do sardenho.[1][2] O italiano é a língua oficial de Itália, Suíça, San Marino, Vaticano e Ístria (na Eslovênia e na Croácia). É utilizado como co-oficial na Albânia, Malta e Mônaco, onde ainda é amplamente falado, bem como na antiga África Oriental Italiana e as regiões do Norte de África onde o italiano desempenha um papel significativo em vários setores. O idioma também é falado por grandes comunidades de expatriados nas Américas e por pequenas minorias em lugares como Crimeia, França (especialmente na Córsega), Montenegro e Tunísia.[3] Muitos falantes são bilíngues nativos das línguas regionais italianas e de outros idiomas regionais.[4]


O italiano é uma língua europeia importante, sendo uma das línguas oficiais da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa e uma das línguas de trabalho do Conselho da Europa. É a terceira língua materna mais falada na União Europeia, com 65 milhões de falantes nativos (13% da população da UE) e é falado como segunda língua por 14 milhões de cidadãos da UE (3%).[5] Incluindo falantes italianos em países europeus não pertencentes à UE (como Suíça e Albânia) e de outros continentes, o número total de falantes é de cerca de 85 milhões.[6]


O idioma é a principal língua de trabalho da Santa Sé, servindo como a língua franca na hierarquia da Igreja Católica, bem como a língua oficial da Soberana Ordem Militar de Malta. O italiano é conhecido como a linguagem da música por causa de seu uso na terminologia musical e na ópera. Sua influência também é generalizada nas artes e no mercado de bens de luxo, sendo foi classificado como a quarta ou quinta língua estrangeira mais ensinada no mundo.[7][8]


O italiano foi adotada pelo Estado após a Unificação da Itália e é baseado na Toscana, sendo que previamente era uma língua falada principalmente pela elite da sociedade florentina.[9] Seu desenvolvimento foi também influenciado por outras línguas italianas e, em certa medida menor, pelas línguas germânicas dos invasores pós-romanos.




Índice






  • 1 História


    • 1.1 Língua da Itália unificada




  • 2 Distribuição geográfica


  • 3 Os dialetos


    • 3.1 No Brasil




  • 4 Gramática


  • 5 Ver também


  • 6 Referências


  • 7 Ligações externas





História |


A língua italiana atual deriva-se em grande parte do latim vulgar. Inicialmente, existiam dois tipos de latim falados até à Idade Média: o latim clássico falado pelos romanos mais cultos e influentes ou pelos moradores da área original de Roma, mais complexo, e o latim vulgar, que era falado pelos soldados romanos e pelos povos dominados por estes.[carece de fontes?]


Uma vez que os soldados se mantinham por determinados períodos de tempo nos locais ocupados, eram, de certa forma, encarregados em impor a língua latina aos colonos, pelo que, a variante de latim vulgar se tornou a mais falada em toda a extensão do vasto Império Romano.[10] Com a ocorrência de misturas de dialetos locais com o latim formaram-se várias das línguas atuais, tais como o português, o espanhol, o francês, o romeno e muito da essência do inglês.[carece de fontes?]




No século XIX, com a unificação dos pequenos estados da península Itálica cuja ligação comum era, basicamente, a língua, promulgou-se o italiano como língua oficial, que só não pode ser considerada como latim vulgar "puro" por ter influências dos dialetos neolatinos da região da Toscânia.[carece de fontes?]



Língua da Itália unificada |




Os dialetos italianos


O italiano padronizado, usado hoje na Itália, é descendente dos dialetos da Toscana, especialmente aquele falado em Florença, um dos mais importantes centros culturais da História italiana. Este dialeto ganhou prestígio sobretudo após ser usado por Dante Alighieri, o maior escritor italiano. Desta forma, o italiano padrão só era falado na região da Toscana. Com a unificação italiana, o dialeto de Florença foi escolhido como língua oficial da Itália.[carece de fontes?]


A Itália, anteriormente dividida em diversos reinos, com línguas e dialetos próprios, só se unificou na segunda metade do século XIX. Diversos idiomas e dialetos prevaleciam entre a população do país. Estes dialetos eram, na maioria das vezes, incompreensíveis entre si. Por exemplo, um italiano que fale um dialeto do sul da Calábria não entende o dialeto de alguém do norte da Calábria. De uma cidade para outra, os dialetos italianos podem mudar completamente. Em consequência, era necessário unificar a população italiana dentro de um único dialeto que, no caso escolhido, foi o dialeto toscano.[11][12]


Em 1861, ano do Risorgimento italiano, apenas 2,5% da população italiana se comunicava em italiano e outros 10% compreendiam a língua. A esmagadora maioria da população nem ao menos possuía conhecimento da língua. O italiano só se tornou dominante nos últimos cinquenta anos, com a alfabetização em massa da população italiana e o desenvolvimento de tecnologias como a televisão, que contribuiu para a divulgação da língua italiana. Na década de 1950, o italiano ainda perdia para os dialetos: 18% da população se comunicava na língua oficial, 18% alternava entre dialeto e italiano e 64% usava algum dialeto. Atualmente, 46% da população italiana usa apenas o italiano, 50% alterna entre italiano e dialeto e apenas 4% fala apenas dialeto. Para muitos italianos, falar dialeto é sinônimo de ignorância e falta de estudos. O italiano padrão é, então, considerado o idioma da escolaridade e da população bem-educada, enquanto os dialetos são usados sobretudo no meio rural e para se comunicar com os familiares.[11]



Distribuição geográfica |




Distribuição geográfica do italiano na Europa


O italiano é língua oficial na Itália e em San Marino, e uma das línguas oficiais da Suíça. Também é a segunda língua oficial do Vaticano e em algumas áreas da Ístria, na Eslovênia e Croácia, como uma minoria italiana. Também é constantemente falado na Córsega e em Nice, antigas possessões italianas, além da Albânia.


É falado em certas partes da África, que incluem a Etiópia, Líbia, Tunísia e Eritreia. É constantemente usado por comunidades italianas vivendo no Luxemburgo, na Alemanha, Bélgica, nos Estados Unidos, no Canadá, na Venezuela, no Brasil, Uruguai, na Argentina e Austrália.


A presença de italianos é marcante em toda a América Latina. Neste caso, a presença da língua italiana, na maior parte dialetos nortenhos, é abundante no Brasil, Argentina e Uruguai. Nesses países, o espanhol e o português foram influenciados pelo italiano, particularmente em algumas regiões: (Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Córdoba, Buenos Aires, Chipilo, etc).[carece de fontes?]



Os dialetos |


Ao lado do italiano, diversos dialetos ainda são falados pela população italiana. Porém, pesquisas mostram que, ano após ano, o uso exclusivo do italiano vem crescendo, enquanto que o uso da fala dialetal vai perdendo espaço. Em pesquisa de 2006, declararam falar exclusivamente ou prevalentemente o italiano: em família, 45,5% dos entrevistados, com amigos 48,9% e com estranhos 72,8%. Nota-se, portanto, que o dialeto é ainda bastante forte entre pessoas que têm maior grau de intimidade (familiares e amigos), enquanto o italiano prevalece nas relações com estranhos.[carece de fontes?]


O uso do dialeto difere em relação às principais variáveis ​​sociais: idade, escolaridade, sexo (este menos influente). Quem usa mais os dialetos são os idosos, os iletrados e os homens, principalmente entre amigos e familiares e pouco com desconhecidos. Também há notável variação regional: na região Noroeste da Itália, assim como na região central, o dialeto é pouco usado. Por outro lado, seu uso é mais forte no Sul, nas ilhas e no Nordeste, sendo o Vêneto a região onde o dialeto tem mais força. Deve ser ressaltado, porém, que os dialetos centrais da Toscana e do Lácio são mais próximos do italiano padrão, o que diminui o uso do dialeto. Assim, 63,6% das pessoas residentes no Centro usam prevalentemente o italiano com a família, porcentagem que cai para 28,3% no Sul e 32,8% nas ilhas. Quanto às regiões, o italiano é falado com predominância na Toscana (83,9%), na Ligúria (68,5%) e no Lácio (60,7%) e menos na Calábria (20,4%), Vêneto (23,6%) e em Campânia (25,5%).[13]



No Brasil |


Entre 1875 e 1935, aproximadamente 1,5 milhão de italianos emigraram para o Brasil.[14] Atualmente, 30 milhões de brasileiros são descendentes de italianos, contabilizando a maior população de origem italiana fora da Itália.[15]


Os imigrantes não falavam o italiano padrão existente hoje, mas dialetos. Na época em que estes imigrantes partiram para o Brasil, no fim do século XIX, o uso do dialeto era ainda mais forte, visto que poucos italianos eram alfabetizados e tinham conhecimento suficiente do italiano padrão que ainda começava a se difundir. A imigração vêneta se concentrou no Sul do Brasil, palco para a criação de colônias rurais isoladas quase sem comunicação. Tais fatores contribuíram para o enraizamento do dialeto vêneto em certas porções do Brasil meridional. A maior parte dos falantes de vêneto no Brasil se concentra nas zonas vinícolas do Rio Grande do Sul. Por viverem de certa forma isolados na zona rural, esses italianos e descendentes foram o único grupo que conseguiu manter o idioma vivo no Brasil, falado atualmente por alguns milhares de brasileiros. O dialeto, contudo, sofreu forte influência do português, e manteve expressões e léxicos que desapareceram na Itália. Para diferenciá-lo, utiliza-se hoje o nome talian.[carece de fontes?]


Desta forma, apenas o dialeto vêneto sobreviveu no Brasil. Diversos outros falares itálicos, como o napolitano (bastante difundido em São Paulo no início do século passado), emiliano, siciliano, lombardo, etc, desapareceram no Brasil. É notório, porém, que o vêneto também está ameaçado, visto que está restrito a ambientes rurais, em um país de forte aceleração urbana como é o Brasil. Em centros urbanos, como Caxias do Sul, o vêneto foi, outrora, língua corrente porém hoje é difícil encontrar seus falantes.
Atualmente verifica-se um renovado interesse em se manter esse idioma minoritário do Brasil meridional através de sua inserção em currículos escolares, da mesma forma que se está fazendo com o idioma alemão nas zonas de colonização alemã e com o espanhol nas zonas fronteiriças à Argentina e ao Uruguai. O ensino da língua é obrigatório nas escolas dos municípios de Francisco Beltrão (Paraná)[16][17] e Antônio Prado (Rio Grande do Sul)[18][19]



Gramática |



Ver artigo principal: Gramática do italiano

Como em português, os substantivos italianos declinam-se em função de gênero (feminino e masculino) e número (singular e plural).


A língua italiana possui três conjugações verbais.



  • 1ª - verbos que terminam em -are;

  • 2ª - verbos que terminam em -ere;

  • 3ª - verbos que terminam em -ire;


Vários linguistas e gramáticos evidenciam quatro ou cinco conjugações na língua italiana, assim querendo diferenciar na segunda os verbos com infinitivo rizotônico (prèndere, stèndere, vòlgere) dos verbos com infinitivo arrizotônicos (vedére, sapére, temére) e evidenciar na terceira a presença de verbos incoativos com interfixo -isc- no presente do indicativo e do subjuntivo e no imperativo.[carece de fontes?]


Os verbos podem ser postos em quatro modos pessoais (indicativo, conjuntivo, condicional e imperativo) e três modos impessoais (infinitivo, gerúndio, e particípio).



Ver também |



Wikipedia


Edição em Língua italiana da Wikipédia


  • Línguas latinas


Referências




  1. ↑ Ver Italica 1950: 46 (cf. [1] and [2]).


  2. ↑ Ver Koutna et al. (1990: 294)


  3. ↑ Ethnologue report for language code:ita (Italy) – Gordon, Raymond G., Jr. (ed.), 2005. Ethnologue: Languages of the World, Fifteenth edition. Dallas, Tex.: SIL International. Online version


  4. ↑ «Italy». Ethnologue. 19 de fevereiro de 1999. Consultado em 22 de outubro de 2015 


  5. ↑ Eurobarometer – Europeans and their languages PDF (485 KB), Fevereiro de 2006


  6. ↑ «Italian — University of Leicester». .le.ac.uk. Consultado em 22 de outubro de 2015 


  7. ↑ «Becoming Italian Word by Word: Italian Becomes the Fourth Most Studied Language in the World». Becomingitalianwordbyword.typepad.com. 25 de junho de 2014. Consultado em 22 de outubro de 2015 


  8. ↑ «German is world's fourth most popular language – The Local». Thelocal.de. Consultado em 22 de outubro de 2015 


  9. ↑ [1] Arquivado em 3 de outubro de 2009 no Wayback Machine.


  10. ↑ [2]


  11. ↑ ab Italianistica Online


  12. ↑ Calabria; Storia, Cultura, Il Dialetto Calabrese, I Cognomi Calabresi


  13. ↑ Língua italiana e os dialetos


  14. ↑ Nossos Imigrantes… Nossa História


  15. ↑ Gli italiani in Brasile


  16. ↑ LEI Nº 3018/2003 - 02.10.03 - Dispõe sobre a oficialização de aulas de língua italiana nas escolas da Rede Municipal de Ensino


  17. ↑ Lei Ordinária nº 3018/2003 de Francisco Beltrão, dispõe sobre a oficialização de aulas de língua italiana nas escolas


  18. ↑ Elaboração de Projeto de Lei para o ensino obrigatório da língua italiana nas escolas municipais


  19. ↑ Língua italiana em Antônio Prado, Italiano integra currículo escolar



Ligações externas |



Commons

O Commons possui imagens e outras mídias sobre Língua italiana




Wikilivros


O Wikilivros tem um livro chamado Italiano



  • "Começa a Imigração de Mão de Obra Italiana" - Texto com fotos históricas do jornal "O Estadão".

  • Pequena crônica sobre as realidades da língua italiana no Brasil.


  • Dizionario d'ortografia e di pronunzia (DOP): dicionário de ortografia e pronúncia da língua italiana (RAI).



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